O RITMO DA VIDA

ritmo da vida

Extraido do livro: Timeshifting Creating more time to enjoy your life.
Stephan Rechtschaffen
Tradução: Nauá Cardarelli

 

Tudo se move dentro de um ritmo. Partículas atômicas, ondas de elétrons, moléculas das rochas, madeira, relva, árvores, animais, pássaros e nós mesmos – todos somos dominados pelo ritmo.

Em nós, assim como em todos os animais, é o ritmo cardíaco que mais notamos; mas o sangue bombeado pelo coração, juntamente com os órgãos, músculos e nervos nutridos por esse mesmo sangue, também se movem num ritmo, estejamos ou não conscientes disso.

Nossa respiração, a mais obvia manifestação de nossa condição interior, se acelera ou esmorece de acordo com o estado da mente ou do excitamento físico.

O mundo assim está vivo numa miríade de ritmos. “Embarque” é o nome que se dá ao processo pelo qual esses ritmos entram em sincronismo uns com os outros.

A sociedade ocidental nestes últimos cem anos imprimiu um ritmo excessivamente acelerado, que varia simplesmente pelo fato de tornar-se cada vez mais rápido, empurrando-nos para – fazer mais – produzir mais – aprender mais. Esse ritmo rápido e mais rápido, é relativamente um fenômeno novo e parece que ninguém sabe como modificá-lo. Muitos de nós nem mesmo pensamos em mudá-lo, porque a sociedade o considera PRODUTIVO e também porque, nós como indivíduos estamos tão enredados nisso que conscientemente não sabemos se realmente queremos mudar.

Mesmo que reconheçamos que alguma coisa é errada, não sabemos  como mudar o ritmo, como nos relacionar com algo mais lento, mais HUMANO.

A grande maioria não sabe como modificar o tempo. Não sabemos como dar uma pausa para contemplação, nos dar tempo, ir da atitude frenética à pacífica, relaxar de verdade. Observar-se, sentir-se… esquecemo-nos de como descansar…

Lembrando – Precisamos entrar no ritmo mais do que entrar na sociedade. E, o melhor é começar com o nosso próprio ritmo.

Uma das maneiras mais simples e efetiva para estar presente na nossa vida é PRESTAR ATENÇÃO NA RESPIRAÇÃO. A respiração é o meio de mentalmente e emocionalmente voltarmos ao nosso centro – é o ritmo do corpo – profundo e integrante.

Ficando conscientes da respiração começamos a penetrar no processo e nos permitimos imprimir um ritmo ao nosso corpo, que seja pacífico, calmo e saudável.

TENTE AGORA!
ENCHA SEUS PULMÕES COMPLETAMENTE E LENTAMENTE, DEIXE O AR SAIR DELIBERADAMENTE DEVAGAR.

Faça-o algumas vezes. Observe sua respiração quando entra…quando sai…

É bom, não é?

Fechando os olhos é especialmente proveitoso. Seus olhos esquadriam o mundo, espelhando os vôos e deslizes da mente, confinando-a nos tira do ritmo automático, quase robótico, no qual nos entretemos sem perceber.

O ritmo é poderoso, algumas vezes você precisa lutar contra, as vezes nos deixamos embalar nele. Saber quando lutar ou fluir, depende de primeiro reconhecer para que serve.

Comece simplesmente observando os diferentes ritmos pelos quais você passa durante o dia. Faça isso e você aprenderá a mudá-los, e assim fazendo, dará SEUS PRÓPRIOS PASSOS.

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